GOVERNO ESTUDA A VENDA DE REMÉDIOS EM SUPERMERCADOS

O Ministério da Fazenda está analisando, juntamente com o Ministério da Saúde, uma proposta de venda em supermercados de remédios que não precisam de receita médica, como forma de reduzir o preço dos produtos. Os medicamentos não controlados, como antidiarréicos, analgésicos e vitaminas, ficariam mais acessíveis, já que a margem de lucro dos supermercados, de 18% em média, é bem menor do que a das farmácias, de 42%. Outro instrumento estudado para baratear os remédios é aumentar as compras feitas pelo governo diretamente das indústrias, eliminando a intermediação das farmácias. A medida já havia sido reivindicada pelas indústrias, em 1991, em troca do crescimento da produção nacional. Atualmente, estima-se que o setor público gaste cerca de US$2 bilhões com a compra de medicamentos (O Globo).