PARANÁ E CHILE ESTABELECEM UM ACORDO NA ÁREA NUCLEAR

O diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Lauro Lobo Alcântara, assinou na semana passada, em Santiago do Chile, um convênio de cooperação com a Comissão Chilena de Energia Nuclear, além de oficializar convite ao Instituto de Investigações Tecnológicas daquele país para que se integre à Rede de Laboratórios Tecnológicos (RELAT), coordenada pelo órgão paranaense. Fazem parte da RELAT institutos do Brasil, Argentina e Paraguai, com o objetivo de apoiar empresas, públicas ou privadas, desses países, que desejam competir no mercado internacional, especialmente no MERCOSUL. "A RELAT oferece às empresas serviços de metrologia (aferição e calibração dos instrumentos de medir), análise, testes e ensaios, necessários à melhoria da qualidade dos produtos industrializados", informa o diretor de tecnologia industrial do Tecpar, Júlio Félix. Atualmente, segundo ele, a maioria das empresas brasileiras, paraguaias e argentinas, além das de outros países vizinhos, não dispõe de laboratório próprio para realizar esses serviços, o que compromete a qualidade do produto final. A intenção é reunir os laboratórios tecnológicos em um único, para que haja maior integração e rentabilidade. Recursos para isso, segundo Félix, estão sendo negociados junto à FINEP. O Tecpar está elaborando um cadastro geral, com informações sobre a quantidade e a localização de laboratórios existentes nos países-membros da RELAT. "Na seguência, essas instituições vão conversar entre si através de um banco de dados", diz Félix. Para o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil/Argentina, Juan Jose Paschina, essa rede de laboratórios, contando com a eventual adesão do Chile, vem no momento oportuno. Ele explica que a Argentina exporta, atualmente, cerca de US$30 milhões por ano em azeitonas para o Brasil. "E a qualidade desse produto está baseada mais na confiança entre os países. Precisamos de parâmetros mais científicos", acrescenta (GM).