Pesquisa do IBGE informa que, no final do primeiro semestre do ano, indicadores reais da indústria revelaram queda de 5,5% no emprego, redução de 11,5% no valor da produção da indústria (basicamente medido pelo faturamento das empresas) e aumento real dos salários: de 6,3% na folha de pagamento das empresas (incorporando abono, horas extras) e de 6,5% no salário contratual real (de carteira). Os ganhos reais de salários ocorreram em áreas onde foram maiores os cortes nos postos de trabalho. O fenômeno aconteceu com mais força em Minas Gerais, onde o emprego industrial caiu 6,1% nos primeiros seis meses do ano e os salários subiram em termos contratuais 10,4% e, na folha, 7,1% e, em São Paulo, cuja queda do emprego foi de menos 6,9% nas indústrias e os aumentos salariais contratuais subiram 7,1% e, no total da folha, 8,4%. Em termos de ramos industriais, apenas quatro conseguiram amplir seus postos de trabalho: fumo (18,8%), minerais não-metálicos (3,6%), borracha (0,3%) e farmacêutica (0,1%). Dezoito gêneros apresentaram diminuição de pessoal ocupado, com destaque para vestuário (-14%), têxtil (-13,5%) e mobiliário (-13%). Segundo o IBGE, a maior taxa de desemprego aberto, em agosto, aconteceu na Região Metropolitana do Recife (PE), 9,31%, seguida por São Paulo, com 6,71% (GM).