DIFICULDADES PARA HARMONIZAR NORMAS

O Brasil ainda está distante do protocolo ISO-9000, que regulamenta os produtos e serviços no Mercado Comum Europeu (MCE). "Precisamos aproximar as normas do MERCOSUL deste protocolo, pois, em última análise, a Europa será o grande consumidor dos produtos do MERCOSUL", afirmou, ontem, o secretário de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, João Gilberto Lucas Coelho, dentro do Seminário Qualidade RS, realizado em Porto Alegre (RS). Ele reconheceu, no entanto, que haverá dificuldades para harmonizar as normas técnicas entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, uma vez que as atuais legislações a respeito são muito discrepantes. O presidente da Câmara dos Importadores da República Argentina, Diego Perez Santisteban, concordou com o secretário gaúcho, mas salientou que, primeiro, deve ser abolida a idéia de competição regional, substituindo-a por intercâmbio de informações sobre as normas técnicas e crescimento global. Ele revelou que, na Argentina, programas de qualidade são usuais apenas entre multinacionais e que somente 4% do empresariado argentino se preocupa com a qualidade do produto. "As preocupações de 49% ficam com custos financeiros, 35% com carga fiscal e tributária e 7%, com concorrência", completou (GM).