DIEESE RECOMENDA ACORDO PARA CAPITAL E TRABALHO

A pactuação de preços e salários e a reedição das câmaras setoriais são a melhor alternativa para superar a crise econômica e reativar a economia, uma vez que, no curto prazo, não há riscos de uma escalada da inflação e até por questões sazonais indicadores como o nível de emprego deverão apontar para uma certa melhoria no final do ano. Esse é o cenário traçado por Sérgio Mendonça, diretor técnico do DIEESE, ontem, durante o lançamento da nona edição do Boletim IESP, editado pelo Instituto de Economia do Setor Público. Mendonça projeta que os próximos meses deverão repetir a tendência de aumento das vendas e da produção que tradicionalmente marcam o final do ano e, uma vez que a nova equipe econômica rejeita soluções como choques econômicos, as perspectivas são de tranquilidade com a melhoria de alguns índices. Segundo o boletim, mesmo que o novo governo interrompa, como já anunciou, os reajustes reais para as tarifas públicas, os aumentos concedidos ao longo do ano permitem essa moderação. No âmbito da política social, o IESP contabilizou um aumento de 12% nos gastos da Previdência Social com benefícios, apesar de uma redução de 18% no volume de despesa, explicado pelo corte no repasse de recursos da Previdência para o INAMPS (GM).