A polícia da Província de Buenos Aires, a mais importante da Argentina, será totalmente reequipada com automóveis brasileiros, fabricados pela General Motors. Serão importados mil automóveis Monza de quatro portas, 400 unidades "todo terreno" e 100 outros de fiferentes tipos e modelos. A General Motors do Brasil venceu a concorrência para equipar a polícia da Província de Buenos Aires em disputa contra as montadoras Sevel, Renault, Autolatina, Chrysler, Toyota, Nissan, Mazda, Izusu e Kia. Os automóveis da GM vão substituir uma frota de Falcon, Peugeot e Renault, sem renovação há mais de 10 anos. Segundo o secretário de Segurança da Província de Buenos Aires, Eduardo Julio Petiggiani, o preço foi o que decidiu em favor da oferta brasileira, além de algumas características dos Monza, já aprovados por diversas polícias estaduais brasileiras. O Monza do Brasil, equipado, custará US$9,5 mil por unidade. A menor oferta de seus concorrentes, da indústria local, estava em torno de US$13 mil. Pelas regras conhecidas, os automóveis não poderiam ser importados do Brasil sem pagamento de tarifas alfandegárias, pois a cota de 22 mil unidades anuais que a Argentina pode adquirir no Brasil já está completa para este ano-- carros brasileiros "excedentes" estão entrando através do Chile, fora dos acordos do MERCOSUL e nas cotas de importação e tarifas correspondentes a outros mercados. A Secretaria de Segurança descobriu, porém, que existia um "decreto secreto" do tempo da última ditadura militar que autoriza as polícias regionais a importar automóveis "sem impostos". O secretário Petiggiani disse que sua secretaria vai aproveitar o decreto para beneficiar-se, mas enfatizou que, mesmo com pagamento de direitos de importação, os Monza brasileiros venceriam a concorrência, pois continuariam com presos inferiores aos dos carros argentinos (GM).