Sem a aprovação de uma ampla reforma fiscal pelo Congresso brasileiro, o FMI não vai renegociar o acordo da dívida externa do Brasil. O acordo está em suspenso desde que o país deixou de cumprir as metas nela previstas. Essa é a avaliação do FMI diante das notícias de que a equipe do presidente Itamar Franco já descartou a possibilidade de obter um superávit primário este ano, com exige o Fundo Monetário Internacional. FMI, Banco Mundial (BIRD) e outras instituições financeiras dos EUA esperam para ver se podem confiar no governo Itamar. Em Brasília (DF), o ministro do Planejamento, Paulo Haddad, disse que a posição do FMI era "previsível". Afirmou que vai usar o combate à corrupção como argumento para convencer o órgão a retomar o diálogo (FSP).