Mais de 10 mil pessoas são submetidas por sete empresas brasileiras a trabalho escravo no campo. A denúncia foi feita ontem no I Fórum Nacional de Segurança Pública, Violência e Criminalidade, em Manaus (AM), pelo presidente da CPT (Comissão Pastoral da Terra), dom Augusto Alves da Rocha. Segundo dados da CPT, no Mato Grosso do Sul são 8.235 pessoas vivendo em regime de trabalho escravo; em Minas Gerais, duas mil; e no Rio Grande do Sul, 500 pessoas. Entre as empresas denunciadas estão a Destilaria Cachoeira, em Rio Brilhante (MS); Carvoarias, em Águas Claras (MT); e Industrial Malvina Açucareira, em Bocaiúva (MG) (JC).