Entre os trabalhos para a harmonização das normas técnicas do MERCOSUL destacam-se a busca de um combustível automobilístico padrão a ser utilizado pelos quatro países signatários. A questão vem sendo estudada pelo subgrupo 3 (normas técnicas) do MERCOSUL, através da comissão da indústria automobilística. De acordo com os especialistas, a especificação de um combustível para o MERCOSUL poderá implicar alterações na matriz energética de cada um dos países-membros. Diante dessa possibilidade, a questão será analisada também pelo subgrupo 9 do MERCOSUL, que trata de política energética. Segundo os mesmos especialistas, uma das diferenças fundamentais entre o combustível utilizado pelo Brasil e demais países do MERCOSUL é o teor de álcool. Conforme as normas brasileiras, a gasolina nacional contém 22% de teor de álcool. Já na Argentina, Paraguai e Uruguai o combustível não tem mistura. Os trabalhos para harmonização das normas técnicas incluem também a parte de emissões de monóxido de carbono pelos veículos. Nesse caso, já existe um acordo técnico entre os países-membros do MERCOSUL para adoção conjunta dos regulamentos estabelecidos no programa brasileiro de controle de emissões veiculares (GM).