RESERVAS CAMBIAIS TÊM PRIMEIRA QUEDA DESDE OUTUBRO DE 1991

Pela primeira vez desde outubro do ano passado, as reservas internacionais, pelo conceito de caixa, ou seja, o dinheiro efetivamente disponível, registrou queda, em agosto último, no total de US$9 milhões, passando de US$18,941 bilhões para US$18,932 bilhões. No conceito de liquidez, que inclui créditos a receber, as reservas cresceram US$404 milhões em agosto, atingindo US$23,1 bilhões. Segundo o Banco Central, a ligeira queda das reservas cambiais deveu-se, principalmente, a pagamentos feitos ao Clube de Paris, que reúne as agências de governo credoras do Brasil. O BC informou também que a base monetária, que é o volume de dinheiro em circulação, cresceu, em setembro, 24,6% na posição final de período e de 21,4% na média dos saldos diários. Entre 24 e 29 de setembro, houve uma troca maciça de ativos em cruzeiros, por dólar. A partir do dia 30, essas operações começaram a ser revertidas. Esse movimento gerou uma expansão correspondente a Cr$11,1 trilhões, o que significa que o BC injetou esse total na economia em setembro. Já a dívida nas mãos do mercado financeiro continuou estável. O Tesouro Nacional, com o superávit recorde obtido no ano, ajudou em setembro na execução da política monetária enxugando os cruzeiros que ainda sobravam no mercado. O impacto monetário contracionista do Tesouro, no mês passado, foi de Cr$2,675 trilhões, o mais alto do ano. O governo apurou no período de janeiro a setembro, uma receita fiscal de Cr$28,396 trilhões, abaixo dos Cr$31,452 trilhões contabilizados no mesmo período de 1991 (O Globo) (GM).