O novo secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o ex-ministro da Marinha, almirante Mário César Flores, defendeu ontem a democratização do (CFI) Centro Federal de Inteligência-- que substituirá o extinto SNI (Serviço Nacional de Informações). Flores quer um civil na direção do novo órgão, mas enfrenta resistência para afastar o CFI da função de polícia política. As verbas secretas, aplicadas basicamente na compra de informações de interesse do governo e no pagamento de informantes, também serão controladas. Até agora, a exemplo do SNI, a SAE não sofre fiscalização sobre o emprego dessas verbas, que será acompanhado por uma comissão especial do Congresso Nacional. Num esforço para tentar reduzir os vícios de uma máquina com 2.200 agentes e analistas, herdados do extinto SNI, o anteprojeto de Flores fixa um prazo mínimo de 90 dias para a fase de implantação do CFI. A atuação do Centro será definida em projeto de lei, e a fiscalização será feita pelo Conselho de Defesa Nacional e Congresso, através de comissão especial (FSP).