O general Carlos Tinoco deixou ontem o cargo de ministro do Exército afirmando estar satisfeito pelo fato de sua Força ter atravessado a crise política sem ter feito qualquer tentativa de influir no processo, "dando prova de total respeito à democracia". Segundo ele, a principal crise enfrentada pelo Exército durante os dois anos e meio de sua gestão foi a falta de verbas e não o pedido de Impeachment" do presidente Collor. Ao contrário do ex-ministro da Marinha, almirante Mário César Flores, que deixou o cargo afirmando que a isonomia salarial está ameaçada, Tinoco evitou fazer previsões sobre o assunto. Segundo ele, o fiador da isonomia passa a ser o chefe do EMFA, general Antônio Luís da Rocha Veneu, que permaneceu no cargo. O novo ministro da Aeronáutica, Lélio Lobo, assumiu o cargo garantindo que vai "lutar pela justiça salarial entre os servidores da União". Disse que dará prosseguimento aos projetos que já estão em andamento na Aeronáutica e que a sua principal prioridade será a de manter a Força Aérea funcionando (O Globo).