O Grupo 19 da FIESP foi reestruturado. Os membros do grupo decidiram separar a representação dos 24 sindicatos das indústrias metalmecânicas do estado em quatro segmentos distintos. Agora, as negociações sociais e econômicas com os sindicatos dos trabalhadores deixam de ser unificadas e passam a ser conduzidas separadamente, por setor. Os grupos foram divididos tendo como base sindicatos de perfis semelhantes. O maior deles é composto por oito entidades (máquinas, eletroeletrônicas, não-ferrosos, materiais ferroviários, laminação de metais, trefilação de aços, refrigeração e balanças). Juntos, esses segmentos da indústria metalúrgica paulista empregam cerca de 450 mil trabalhadores. Os outros três foram divididos entre os sindicatos das indústrias de tratores, caminhões, automóveis e veículos similares. Autopeças, forjaria, fundição e parafusos e os 11 restantes compõem o quarto grupo. Os sindicatos dos trabalhadores nas indústrias metalúrgicas de São Paulo, Osasco e Guarulhos consideram que a medida "emperra" as negociações para renovação do acordo coletivo da categoria, que tem data-base em 1o. de novembro. "Não aceitamos negociar em separado", disse o secretário- geral do sindicato da categoria em São Paulo, Paulo Pereira da Silva. Ele entende que, dessa forma, as reivindicações dos trabalhadores ficam enfraquecidas assim como o poder de negociação. Unido ou não, o Grupo 19 deverá sentar à mesa com os metalúrgicos para barganhar um rol de 124 reivindicações, encabeçado pelas cláusulas econômicas. Os metalúrgicos de São Paulo, Osasco e Guarulhos pedem um aumento real de 20% e a reposição das perdas de outubro e setembro. Eles reivindicam ainda a garantia no emprego, a estabilidade para os delegados sindicais e a participação das entidades sindicais no processo de modernização das empresas (GM) (FSP).