A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) estava gastando anualmente cerca de US$2 milhões para manter em funcionamento um Centro de Informação Científica e Tecnológica, que arrecadava apenas US$100 mil por ano, prestando serviço à própria Comissão, a cerca de 30 empresas privadas e estatais e a um restrito grupo de universitários. O centro opera há 20 anos, mas, pela primeira vez, milhões de informações disponíveis em suas bases acabam de ser oferecidas gratuitamente a todas as universidades brasileiras, durante seis meses. As informações são do superintendente de Informática da CNEN, Ricardo Jabace, responsável pelo centro. Segundo ele, "a idéia é trabalhar a imagem da Comissão junto à comunidade científica". Ele admitiu, no entanto, que "não é justo tão poucos terem acesso a um trabalho produzido com recursos públicos". O centro reúne 1,329 milhão de documentos. Estão hoje no centro 124 mil informações sobre meio ambiente; 2,7 milhões na área de física, engenharia elétrica e informática; 1,5 milhão sobre energia nuclear; 880 mil do setor de materiais e matalurgia; 120 mil da área de solda plástica e metálica; e outros 30 mil envolvendo a energia convencional e não convencional (JC).