O governo Collor deixou para o presidente em exercício Itamar Franco um rombo potencial de Cr$17,3 trilhões no pagamento da folha de pessoal e no custeio da máquina administrativa. O Orçamento de 1992 previa um gasto com o funcionalismo público de Cr$45,9 trilhões em todo o ano. Mas os reajustes da isonomia salarial, concedidos pelo presidente afastado Fernando Collor, aumentaram o gasto com salários para Cr$58,2 trilhões e causaram o déficit de Cr$12,3 trilhões. Os demais Cr$5 trilhões devem-se ao crescimento inesperado de outras despesas do governo. O governo Itamar não sabe o que fazer para garantir o pagamento dos servidores. A equipe do ex-ministro Marcílio Marques Moreira (Economia) estudava o adiamento do 13o. salário. O ministro Paulo Haddad (Planejamento) descartou atrasos e disse que a solução será a "tesoura", sugerindo novos cortes (FSP).