MILITARES QUEREM MAIS RECURSOS

Os novos chefes das Forças Armadas escolhidos pelo presidente Itamar Franco estão assumindo seus ministérios com duas prioridades políticas de curto prazo que, se executadas com êxito, devem redundar em um razoável aumento nos gastos militares. Eles pretendem elevar investimentos em projetos que consideram estratégicos ao futuro do país e ampliar a base salarial de uma tropa estimada em 380 mil soldados, por meio da consolidação do processo de isonomia salarial entre os três poderes. São objetivos que pressupõem amplas negociações, nos próximos meses, dentro do governo e com o Congresso Nacional. Os ministros Ivan Serpa (Marinha), Lélio Lobo (Aeronáutica) e Zenildo Zoroastro (Exército) têm em comum o fato de, até agora, terem participado muito pouco das gestões políticas dentro e fora do governo que costumam preceder a definição dos gastos militares. Mas são conhecidos pelas posições duras em defesa das corporações a que servem, assumidas em reuniões de comandantes (GM).