MERCOSUL VAI FOMENTAR ACORDO BIOTECNOLÓGICO

Ampliar a visão política e comercial nas áreas de biotecnologia e informática do nível nacional para o regional é o principal objetivo do governo na "Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia" (RECT), criada na semana passada pelos países-membros do MERCOSUL. A informação é do chefe do Departamento de Integração Latino-Americana (DIN) do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio de Abreu e Lima Florêncio. Ele participou ontem, no Rio de Janeiro (RJ), do seminário "Os desafios globais e a oportunidade para a ciência e tecnologia no Brasil", organizado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). A RECT foi criada para fomentar atividades de cooperação entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Os representantes desses países se reunirão a cada trimestre, em locais diferentes. Sérgio Florêncio classificou a participação do Brasil no MERCOSUL como uma etapa importante no estímulo para a inserção dos empresários no
50933 processo de liberalização comercial e citou como resultado a modernização da estrutura de produção de maçãs no Brasil, que superou a produção argentina em termos de competitividade. Outro resultado do período de implementação do MERCOSUL é a abertura de filiais da Brahma, Sadia e Cofap na Argentina. A redução das diferenças regionais, das desigualdades sociais e a melhoria da qualidade de vida são os objetivos do programa de longo prazo que a FINEP pretende desenvolver com o apoio do Congresso Nacional, informou o presidente do órgão, Lourival Carmo Mônaco. "Não estamos preocupados com a competitividade no comércio internacional. Queremos melhorar a capacidade de gestão das empresas para que os empresários tenham condições de aumentar a remuneração dos funcionários. Não se distribui renda por decreto, como o governo faz com o salário-mínimo. É preciso que o empresariado veja a mão-de-obra como investimento e não como custo", afirmou. Para o presidente da FINEP, o investimento em ciência e tecnologia deve funcionar como alavanca do processo de desenvolvimento, objetivando benefícios sociais. Segundo Mônaco, a FINEP apoiará projetos que incluam a educação do trabalhador assim que o Congresso aprovar as propostas apresentadas pelo governo para estimular a competitividade industrial (JC).