O Brasil está mantendo uma taxa de crescimento médio de 7% ao ano no volume das importações de tecnologia, atingindo US$12 bilhões no ano passado. Os dados do Banco Central foram divulgados ontem, no Rio de Janeiro (RJ), durante o IV Seminário Internacional sobre Transferência de Tecnologia. Os valores apurados pelo BC, que incluem também o aluguel de máquinas e a manutenção de escritórios no exterior, foram em 1991 quase três vezes superiores aos registrados em 1980, quando a compra de tecnologia no exterior chegava a apenas US$4,5 bilhões, pulando em 1985 para US$8,2 bilhões. O setor petroquímico é o que mais demanda tecnologia do exterior, com contratos que em 1991 representaram US$100 milhões, número mais de seis vezes menor que o verificado em 1983, quando as importações desse tipo de "know-how" chegou a US$620 milhões. Os outros setores que mais compram tecnologia no exterior são o metalúrgico e o siderúrgico. Os EUA são os que mais vendem tecnologia para o Brasil, registrando US$125 milhões em 1991, seguidos do Japão (US$50 milhões) e Alemanha (US$30 milhões). Em 1992, esses valores eram bem maiores, quando o país adquiriu US$370 milhões em tecnologia norte- americana e US$60 milhões alemã (GM).