RFFSA QUER COMPETIR COM O CAMINHÃO NO CONE SUL

A RFFSA precisa montar uma estrutura para recepção e desembaraço de cargas internacionais para competir com o caminhão e operar trens regulares no MERCOSUL. "Temos projetos de intensificar a ligação São Paulo-Buenos Aires, com participação de empresas privadas do setor de transportes", disse o presidente da RFFSA, Osires Stenghel Guimarães, interessado em reduzir a ociosidade do tronco sul da empresa. "Podemos operar em condições de competitividade, com tarifas e tempo de viagem", disse. O superintendente da regional de Porto Alegre (RS) da RFFSA (SR/6), Carlos Rodrigues Ribeiro, disse que vem praticando tarifa de US$14,50 por tonelada para movimentar a "soja paraguaia", que atravessa a fronteira brasileira em trânsito aduaneiro, para embarcar com destino a mercados do exterior, no porto de Rio Grande (RS). "Somos pioneiros nesse tipo de transporte, iniciado há cinco anos"", disse. Neste ano, a RFFSA vai movimentar 150 mil toneladas de soja paraguaia. A regional de Porto Alegre deve atingir movimentação de 400 mil toneladas de cargas de exportação (produtos manufaturados) e de importação (produtos básicos) da Argentina, neste ano. Essa carga passa por Uruguaiana, mesmo ponto de fronteira por onde as cargas originadas e destinadas a São Paulo deverão passar (GM).