Os mesmos navios, de bandeira japonesas, que trazem carros orientais para o novato mercado brasileiro de importados, levam no retorno automóveis produzidos pela Autolatina Brasil à Argentina. Esta é uma das características da logística da Autolatina entre suas fábricas brasileira e argentina. A integração do transporte nestes dois mercados, apesar da curta distância e do noviciado do comércio do MERCOSUL, representa à empresa um gasto de frete da ordem de US$24 milhões anuais, superando até mesmo despesas de transporte na ligação com a Europa (US$15 milhões a US$20 milhões), México (US$15 milhões) e EUA (US$8 milhões por ano). Dos US$24 milhões em fretes no tráfego do MERCOSUL, pelo menos 90% ficam para o caminhão. O navio absorve praticamente o restante (dos carros que a Autolatina exportou até agora à Argentina apenas 10% foram por navio). A Autolatina tem utilizado três navios no embarque de carros à Argentina, dois japoneses e um argentino. Há em torno de dois a três embarques mensais. "Mandar carros por navio é uma forma de baratear o frete e manter o equilíbrio no tráfego rodoviário", explicou o gerente executivo de Tráfego da Autolatina, Christian Schues. A Autolatina Brasil tem exportado três carros para cada carro que importa da Argentina. Se o transporte fosse apenas rodoviário, dois terços das carretas-cegonheiras, utilizadas para a movimentação de carros, retornariam vazias da Argentina. O transporte rodoviário de autopeças da Autolatina no tráfego Brasil-Argentina-Brasil é feito por duas empresas brasileiras, a Transportadora Volta Redonda e Cia. Comercial e Transportadora Translor. Para os veículos zero quilômetro, quem faz o transporte são a TVR, Translor e Furlong, esta argentina (GM).