Os canavieiros de Pernambuco-- 240 mil segundo a FETAPE e 170 mil de acordo com os usineiros-- entraram ontem em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam Cr$1,05 milhão de piso salarial e tiveram contraproposta de Cr$650 mil em outubro e Cr$700 mil em novembro. O piso atual é de Cr$626 mil. Esta é a 12a. greve desde 79. Segundo usineiros e FETAPE, a paralisação é total. A greve, na avaliação da FETAPE, atinge 58 municípios da Zona da Mata, onde estão mais de três mil grandes, médios e pequenos engenhos, 35 usinas e sete destilarias. Dos 72 itens da pauta dos canavieiros, não há acordo sobre 15. Alguns dos já acertados são: garantia de 110 dias no emprego após o acordo coletivo ou dissídio, adicional de insalubridade, estabilidade para a gestante, desarmamento dos fiscais e administradores dos engenhos e concessão de dois hectares de terra para o empregado cultivar lavoura de subsistência (FSP).