Segundos as informações, o presidente afastado Fernando Collor já tinha pronto um terceiro plano econômico para ser aplicado por sua administração. Elaborado pelo Ministério da Economia, o "Plano Collor 3" não tinha congelamento de preços, mas um tarifaço a ser executado a curto prazo. Não tinha bloqueio de dinheiro, mas a cobrança na Justiça de todas as dívidas das empresas estatais com a União. Haveria cortes violentos de gastos, que deixariam o setor público numa situação deplorável. A equipe defendia o plano, com ajustes públicos violentos, sob o argumento de que as medidas aplicadas estavam demorando a surtir efeito e o custo social era elevado. As medidas sugeridas pela equipe de Marcílio Marques Moreira eram as seguintes: =-- substituir a tributação pela renda (IR) pelo IOF nos fundões. Ganho líquido: US$200 milhões. -- Reajuste das tarifas do setor de telecomunicações (aumento de 300% na tarifa básica de telefones). Ganho: US$500 milhões. -- Elevação das alíquotas do PIS-Pasep. Vigência de 90 dias. -- Transferência para 93, para pagamento parcelado, de metade do 13o. salário dos servidores federais, estaduais, municipais. Ganho de US$1,5 bilhão. -- Corte de 50% nos gastos deste ano com projetos prioritários (CIACs, Xingó, reforma agrária etc.). Ganho: US$300 milhões. =-- Redução de benefícios da previdência social e medidas de aumento de arrecadação. -- Aprofundar e aperfeiçoar o Programa de Desestatização, com aumento na exigência de pagamentos em dinheiro vivo. -- Exigência de reciprocidade nas relações financeiras com estados, municípios, estatais e bancos estaduais. Não se negociaria com quem deve à União. =-- Redução na margem de endividamento do setor público. =-- Cobrança de dívidas de estatais com a União. Elas pagariam com dinheiro obtido por aumento de tarifas. -- Saneamento e racionalização do sistema financeiro federal, inclusive com fechamento de agências bancárias. O Banco da Amazônia seria transformado em agência de desenvolvimento. Saneamento da CEF. =-- Cobrança de IOF sobre ganhos de capital obtidos Em Transações nas bolsas. =-- novos apertos na execução Financeira do Tesouro Nacional. -- Aumento real de 20% no superávit das estatais, com proibição de novas captações de recursos externos. Ganho: US$300 milhões (JB) (O ESP).