As auditorias realizadas pelo TCU nos últimos meses do governo Collor constataram que entre 30% e 40% dos recursos públicos vinham sendo dilapidados nas malhas da corrupção. A mais recente análise técnica do Banco Mundial sobre o desempenho de governos clientes, citada no relatório final da CPI do PC, atesta que as grandes obras públicas, no Brasil, custam em média 100% mais que nos demais países. Numa avaliação conservadora, o presidente do TCU, Carlos Átila, calcula que pelo menos 20% do PIB-- cerca de US$72 bilhões-- são desperdiçados anualmente pela má gestão dos orçamentos municipais, estaduais e federal. Tolhido por uma estrutura deficiente, o TCU dispõe de insuficientes 970 auditores para cobrir todo o território nacional, 400 deles lotados em funções internas. Só no ano passado foram realizadas mil inspeções especiais. Em mais de 90% dos casos foram encontradas irregularidades, muitas com graves lesões no patrimônio público. Na PETROBRÁS, por exemplo, a última inspeção evitou um prejuízo de US$160 milhões à empresa na construção de uma plataforma no Rio de Janeiro, superfaturada em 40% (JB).