Noventa milhões de brasileiros devem ir às urnas hoje para escolher os novos prefeitos e vereadores de 4.964 municípios. Quatro anos depois das eleições municipais de 1988 e quatro dias depois da aprovação do impeachment de Fernando Collor pela Câmara, o país que vota hoje é diferente. O desempenho dos atuais prefeitos e a desconfiança provocada pelos resultados do governo Collor serão fatores decisivos nesta eleição. Está em jogo, também, o futuro político de alguns prováveis candidatos às eleições presidenciais de 1994. É a sexta disputa direta em 10 anos, da qual estão excluídos o Distrito Federal e Boa Vista (RR), onde as eleições foram adiadas por 60 dias devido a irregularidades. O voto só é optativo para maiores de 70 anos, analfabetos e jovens de 16 a 18 anos. Pelos cálculos do TSE, 49,20% do eleitorado brasileiro são constituídos por mulheres e 50,49% por homens. Os prefeitos serão eleitos para um mandato de quatro anos a partir de 1o. de janeiro de 1993. Cerca de um milhão de brasileiros, porém, deixarão de comparecer às urnas hoje. São Adventistas do Sétimo Dia, judeus-- a maioria ortodoxos-- e Testemunhas de Jeová, além de pequenas igrejas e seitas sabatistas. Para essas religiões, o sábado é sagrado (O ESP) (FSP) (JB).