BNDES VAI MANTER PRIVATIZAÇÃO

O novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Comissão Diretora de Desestatização é o economista carioca Antônio Barros de Castro, 54 anos, professor da UFRJ. Ele disse que os leilões já marcados e com editais divulgados serão mantidos. Barros de Castro disse que o programa de privatização é uma "herança boa" deixada pelo governo do presidente afastado Fernando Collor e não manifestou intenção de fazer grandes mudanças na cesta de moedas da privatização para atender os que reclamam contra o uso das chamadas "moedas podres". Aquilo que o governo brasileiro assinar tem que ser respeitado. O Estado
50862 brasileiro não pode dar calote, disse em defesa das ""moedas"". Ele disse ainda que não considera as privatizações fontes de recursos fiscais, mas disse que entende a Irritação" contra a quase total ausência de moeda corrente nos leilões. Para resolver esse problema, ele entende que a proposta feita por seu antecessor, Eduardo Modiano, de exigir um mínimo de 10% do preço de venda em cruzeiros nos leilões de privatização, é um caminho adequado (FSP) (JB).