Empresários e economistas comentaram a indicação de Gustavo Krause para o Ministério da Economia, Fazenda e Administração do governo Itamar Franco. Carlos Eduardo Moreira Ferreira (presidente da FIESP)-- "Espero que faça o que toda a nação deseja: ajude a minimizar a recessão e retome o desenvolvimento". Murilo Braga Casado Jr. (presidente da ANDIMA)-- "Temos boas referências. É um bom nome para o cargo. Não precisamos de gênios, mas de pessoas qualificadas trabalhando na direção certa da abertura, da modernização, da privatização e da diminuição da intervenção do Estado na economia". Arthur João Donato (presidente da FIRJAN)-- "Acredito que Krause seguirá a orientação do presidente Itamar Franco, o que transmite tranquilidade, por não ter anunciado grandes mudanças na política econômica". Paulo Nogueira Batista (economista da FGV)-- "Não se poderia esperar mais que definições genéricas. O mais importante é que os novos ministros assumem que não haverá congelamento, dolarização ou prefixação e o compromisso com o princípio da privatização". Adroaldo Moura da Silva (ex-diretor da área internacional do BB)-- "Krause tem uma postura liberal mas não está clara qual é a sua receita. A face econômica do governo não está delineada. Não se sabe, por exemplo, como seria feita esta reforma fiscal de emergência". Luiz Antônio de Medeiros (presidente da Força Sindical)-- "O presidente em exercício Itamar Franco merece um voto de confiança da Nação e o apoio de todos para escolher seus ministros e auxiliares, livre de exigências fisiológicas e de pressões descabíveis. Lamento, profundamente, a ausência do deputado José Serra para o comando da Economia" (FSP) (GM).