O governo brasileiro deverá negociar com a Bolívia um Acordo de Complementação Econômica (ACE) como forma de vincular o país vizinho ao MERCOSUL até 1995, quando entrará em vigor o Mercado Comum do Sul. Essa idéia foi discutida no início da reunião do Grupo Mercado Comum (órgão executivo do MERCOSUL), no último dia 30, em Brasília (DF), com o subsecretário de integração da chancelaria boliviana, Bernardo Inch. A reunião de 70 técnicos e diplomatas do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, para a adoção de novas decisões no âmbito do MERCOSUL, termina hoje. Segundo o embaixador Rubens Barbosa, subsecretário de integração do Itamaraty, será criado mais um fórum-- uma reunião especializada de cultura-- e, posteriormente, uma reunião de ministros de Agricultura. Barbosa informou que existem 39 acordos setoriais pelos empresários do Grupo Mercado Comum, que ontem examinou novas diretrizes para esse assunto. Atualmente só há um único acordo setorial-- o siderúrgico. Os membros do Grupo Mercado Comum discutiram a situação da ALADI em função dos novos acontecimentos na região-- formação do MERCOSUL e do NAFTA (GM).