O advogado Maurício Cibulares, que assessorou Roberto Laureano na compra da corretora Laureano pela Coroa/Brastel, disse que o governo no final da década de 70 e início da década de 80 concedeu "empréstimos subsidiados" para evitar a falência das instituições financeiras Ipiranga, Halles, Lume, Aurea, SPI e Audi. Cibulares afirmou que ele próprio intermediou estas operações de assistência financeira. Ele afirmou ainda que era prática frequente no Brasil a concessão de ajuda financeira governamental para viabilizar "soluções de mercado" a instituições financeiras em dificuldades. Reafirmou a acusação feita em janeiro de 1980 em conversa telefônica com Roberto Laureano de que, na sua opinião, o ex-ministro do Planejamento, Delfim Neto, resistiu inicialmente à concessão de favores para a venda da Laureano "apenas para valorizar o serviço" que estaria prestando ao ministro-chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva. Cibulares disse que Delfim Neto e o ex-ministro da Fazenda, Ernane Galvêas, chegaram a prometer auxílio financeiro para Assis Paim Cunha comprar a Laureano. "Estas promessas não foram cumpridas e daí as dificuldades que a Coroa/Brastel depois teve que enfrentar", disse Cibulares (FSP).