A população brasileira será usada como cobaia para testes com vacinas contra a AIDS sem que a OMS (Organização Mundial de Saúde) garanta o retorno através de um produto específico para a doença no país. A denúncia é do imunologista Carlos Alberto Moraes de Sá, diretor do Centro de Referência Nacional em AIDS do Hospital Gaffrée e Guinle, no Rio de Janeiro. Ele reitera afirmações anteriores baseado no fato de que as vacinas a serem testadas aqui não estão sendo preparadas de acordo com as características dos vírus que afetam especificamente a população brasileira. Esse fato, segundo o pesquisador, torna os futuros testes-- além de inúteis do ponto de vista da população-- arriscados, já que uma vacina terapêutica pode eventualmente promover multiplicação viral e agravar o estado da pessoa que a toma. Os testes, como estão sendo propostos, nivelam o Brasil aos países de
50793 Terceiro Mundo, como Ruanda, Tailândia, Uganda, Burundi e Malawi, entre
50793 outros, cujas populações serão usadas para os testes mais arriscados de
50793 produtos que possivelmente não lhes serão úteis, acusa o pesquisador (JB).