Além de acatar a decisão do Congresso no processo de Impeachment", seja ela qual for, os três ministros militares resolveram assumir o compromisso de fazer com que a decisão tomada pelos parlamentares seja cumprida a qualquer custo, mesmo se for necessário o uso da força. Segundo um influente militar que atua no governo, essa decisão contribui para a adesão dos militares ao compromisso assumido pelos demais ministros de só deixarem seus postos depois da votação do Impeachment" e do desfecho da crise política. A idéia de fazer cumprir a decisão do Congresso foi discutida em encontros reservados dos militares ao longo da semana passada. Uma dessas conversas reuniu os ministros da Marinha, César Flores, e o da Justiça, Célio Borja, no último dia 24. No dia seguinte, Borja anunciou que, em vez de sair na véspera da votação, conforme o calendário anterior, apresentaria sua demissão só depois da votação na Câmara (O ESP).