Os meninos de Canapi (AL) ainda vivem em estado de miséria, 16 meses depois de a LBA e a FCBIA terem destinados Cr$3,1 bilhões a eles. Crianças entre cinco e 14 anos fazem um "pedágio da miséria" na rodovia de terra que dá acesso ao município. A prefeitura estima em 300 crianças, que em troca de esmola, simulam o trabalho de tapa-buracos da rodovia. O dinheiro foi repassado pela mulher do presidente Collor, Rosane Collor, na época presidente da LBA, e pela sua médica, Fátima Borges, ex- presidente da FCBIA, destinado à Associação Pró-Carente de Canapi, entidade ligada à família da primeira-dama. Os convênios entre os órgãos oficiais e a entidade de Canapi determinavam que, com a verba, fossem criados empregos para metade dos meninos e meninas do município. Com o dinheiro, a Associação comprou equipamentos como um misturador de ração animal e um cortador de milho e capim. Os equipamentos não foram utilizados. Eles foram apreendidos pela Polícia Federal ainda sem uso, há um mês. A família de Rosane justifica o não-cumprimento das metas estabelecidas pela suspensão do convênio (FSP).