Mesmo que a admissibilidade do Impeachment" seja aprovada na Câmara dos Deputados, com o consequente afastamento do presidente Fernando Collor por 180 dias, ele não renunciará. A informação foi dada ontem pelo porta-voz do Palácio do Planalto, Etevaldo Dias, ao comentar notícias de que a oposição estaria articulando a renúncia depois da votação na Câmara com parlamentares governistas e amigos do presidente. "A renúncia é inaceitável. Trata-se de um jogo sujo da oposição, que quer passar à opinião pública a falsa idéia de que o presidente pode aceitar a renúncia", afirmou o porta-voz. Etevaldo Dias declarou que, derrubado o impeachment, Collor não fará retaliações. "O presidente quer uma conjunção de forças para a arrancada final do governo pela modernização da economia e a retomada do crescimento, que irá ocorrer a partir do segundo semestre de 1993 e será facilitada pela renegociação da dívida externa, que atrairá investimentos estrangeiros", afirmou (JB).