Cinco órgãos e secretarias federais assinaram ontem convênio com a ASSESPRO para incentivar a exportação de programas de computador ("software") brasileiros. Entre recursos para treinamento, utilização de equipamentos, infra-estrutura do Centro Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas, o CPqD da TELEBRÁS, e redes internacionais para troca de informações com comunidades científicas interligadas através do CNPq, a previsão é de estimular o desenvolvimento no país, chegando o Brasil no ano 2000 a ter 1% do mercado mundial, que significa US$2 bilhões. Os recursos disponíveis para financiamentos a empresas de "software" são de US$29 milhões, sendo US$20 milhões através da FINEP e US$9 milhões do CNPq, mas repassados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seis pólos de informática regionas (três já foram escolhidos, são eles os de Curitiba, Campina Grande e Belo Horizonte) participarão do programa como centros de desenvolvimento e irradiadores de conhecimento. O Ministério das Relações Exteriores, através da Secretaria de Promoção, Cooperação e Integração, que assinou o convênio, pretende atuar na abertura de canais de comercialização no exterior. Já a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) ficará responsável pela coordenação do poder de compra federal que deverá dar prioridade ao produto nacional. A estimativa é de que as empresas movimentem negócios da ordem de US$600 milhões anuais, sendo, por enquanto, apenas 30 as exportadoras, com vendas no exterior inferiores a US$10 milhões (GM).