De janeiro a junho de 1992 as exportações brasileiras de produtos siderúrgicos para a Argentina somaram 320.406 toneladas, um resultado superior ao obtido em todo o ano passado, quando foram exportados 317.306 toneladas. Segundo o diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Rudolf Buhler, esse aumento foi conseguido pelo fato de nenhum produto siderúrgico brasileiro estar incluído na lista de exceções (produtos que não seguem o cronograma de redução automática das tarifas aduaneiras), quando foi assinado o acordo para a criação do MERCOSUL, em março do ano passado. Ele esclarece que os itens que não constam das listas de exceções, quando importados por países integrantes do MERCOSUL, sofrem uma redução de até 61% no imposto de importação. Isso significa que o imposto de importação atual, que é de 10%, cai para 3,9%. "Acaba facilitando as exportações", diz. Buhler aponta, ainda, que a produção de aço bruto na Argentina é de três milhões de toneladas por ano, enquanto no Brasil chega a 22,6 milhões de toneladas por ano. "Nosso parque siderúrgico soma 36 usinas, e na Argentina são seis", diz (GM).