A partir de novembro, a marca Reebok-- tênis e roupas esportivas-- deverá estar sendo comercializada em 300 pontos-de-venda no Brasil. É que a Reebok International Ltd. (RIL), sediada nos EUA, acaba de anunciar a formação de uma "joint venture" com a Grendene S.A., maior grupo nacional no setor de calçados, e com a empresa argentina Panam S.A., que já detém a marca em seu país desde 1990, constituindo a RIL Brasil Ltda. Fundada em junho deste ano, a RIL Brasil tem como objetivo distribuir produtos e serviços da marca Reebok no Brasil. Na nova empresa, a Reebok participa com 35% do capital social total e a Grendene e a Panam com 32,5% cada, informou Elvio Lupo Jr., diretor da RIL Brasil. Com o lançamento de 30 modelos diferentes, a Reebok pretende abocanhar no Brasil uma fatia de 50% do mercado de tênis de alta performance, específicos para cada modalidade esportiva. No Brasil, o mercado de tênis para esporte é estimado em 12 milhões de pares por ano, segundo John Duerden, presidente da Reebok International. A RIL Brasil será o único distribuidor autorizado do produto no país, que importado do Extremo Oriente. Embora sediada nos EUA, a fabricação se dá em 25 unidades espalhadas em cinco paíse da Ásia. Anualmente, são produzidos 80 milhões de pares em 214 modelos diferentes. A receita líquida em 1991 foi de US$2,8 bilhões, com um crescimento de 32,9%, enquanto o volume de vendas cresceu 26,6%. A empresa detém 15% do mercado mundial de calçados e roupas esportivos. No Brasil, o presidente não se dispôs a informar o faturamento previsto para o ano. Na Argentina, através de uma associação com a Panam já em 1990, a Reebok obteve em 1991 uma receita de US$17 milhões e espera chegar ao final do ano com US$30 milhões, segundo Gustavo Melhem, presidente da Panam (GM).