O Grupo Mercado Comum, órgão executivo do MERCOSUL, discutirá, na sua sétima reunião, de 30 de setembro a dois de outubro, as possíveis formas de vinculação da Bolívia a esse mercado. A Bolívia já manifestou seu interesse em ingressar no MERCOSUL, o que, pelo menos a médio prazo, é descartado pelos quatro integrantes do grupo. Segundo o embaixador Rubens Barbosa, subsecretáriio-geral de Integração do Itamaraty, não se vai negociar o ingresso, mas tentar, até 1995-- quando o MERCOSUL estará em vigor-- ampliar o relacionamento da Bolívia com cada país isoladamente. O embaixador lembrou que todos os países da ALADI mantêm com a Bolívia um comércio em bases favorecidas, o que não é permitido pelo Tratado de Assunção, que criou o MERCOSUL. Os coordenadores do MERCOSUL-- Rubens Barbosa (Brasil), Jesus Sabra (Argentina), Antonio Lópes (Paraguai) e Guillermo Villas (Uruguai)-- vão discutir ainda os seguintes temas: =-- Implicações de produtos agrícolas subsidiados importados pelos países do MERCOSUL de terceiros mercados, como o trigo norte-americano; -- Pirataria de marcas comerciais; -- Critérios para a negociação de acordos setoriais; =-- Criação de uma reunião de ministros da Agricultura. Os coordenadores do MERCOSUL também vão debater a situação da ALADI. Até o final do ano, haverá uma reunião do conselho de ministros da ALADI, em Buenos Aires (JC) (GM).