O presidente do Banco do Brasil, Lafaiete Coutinho, autorizou em 30 de junho uma operação que causou prejuízo de Cr$10,3 bilhões ao banco. Trata-se da negociação pela qual o Grupo Tozzi, de Araçatuba (SP), foi autorizado a trocar uma dívida de Cr$13,7 bilhões (US$10,6 milhões em janeiro deste ano, quando a negociação foi iniciada) por imóveis que valem apenas Cr$3,4 bilhões. "Resta saber quem se beneficiou com isso, além do devedor", diz o deputado federal Luiz Gushiken (PT-SP). Segundo ele, a generosidade de Lafaiete está baseado em circular que ele mesmo assinou, dia cinco de junho, para agilizar a cobrança de dívidas de inadimplentes. Isso foi uma cortina de fumaça para cobrança de dívidas por quantias irrisórias, levando o banco a ter prejuízos brutais". Para ele, inúmeros devedores foram beneficiados (FSP).