RESERVAS INTERNACIONAIS ATINGEM US$19 BILHÕES

As reservas internacionais atingiram um saldo de US$19 bilhões em julho pelo conceito de caixa-- recursos efetivamente disponíveis. No conceito de liquidez internacional, que inclui recursos a ingressar, o saldo foi de US$23 bilhões. O saldo das reservas vem registrando crescimento desde outubro de 1991, quando ficou em US$7 bilhões. Os números foram divulgados ontem pelo Banco Central, que anunciou também crescimento de 16% na base monetária (papel-moeda mais reservas bancárias) em agosto na média dos saldos diários. O diretor de Política Monetária do BC, Pedro Bodin, disse que o resultado foi influenciado pela devolução da última parcela dos cruzados novos, que colocou no mercado mais Cr$6,7 trilhões. Entre os fatores de expansão da base, Bodin citou as operações do setor externo, que somaram Cr$2,4 trilhões. Para evitar a expansão da liquidez, o BC emitiu Cr$4,4 trilhões em títulos federais. A dívida total do governo federal ficou estável nos últimos sete meses, afirmou Bodin. O que mudou foi sua composição, com redução na dívida externa e aumento na dívida mobiliária. Segundo ele, não está havendo problemas para rolagem da dívida no mercado financeiro porque o mercado sente que não haverá explosão da dívida. O estoque da dívida pública mobiliária federal no mercado passou de Cr$32,476 trilhões em fins de janeiro para Cr$159,583 trilhões em fins de agosto, representando um aumento real de 51,2%, levando-se em conta o IGP-DI como deflator. Os governos estaduais estão resgatando títulos, apesar do período pré- eleitoral. A constatação foi feita pelo diretor do BC, que verificou um crescimento da dívida abaixo dos rendimentos verificados no mercado. Hoje a dívida mobiliária estadual totaliza Cr$58,7 trilhões e a municipal chega a Cr$4,4 trilhões. O crescimento da dívida total no ano foi de 549,21%. O IGP-M cresceu 419,88% no período (FSP) (JB) (GM).