Os governadores e prefeitos são responsáveis por um rombo de quase Cr$13 trilhões nas contas do FGTS. A cifra corresponde às dívidas vencidas de estados e municípios em empréstimos concedidos com dinheiro do Fundo. Os débitos vencidos do setor privado chegam a Cr$3 trilhões, que equivalem a 2% do saldo total de Cr$150 trilhões do FGTS, de acordo com dados da CEF. A inadimplência crônica de estados e municípios agrava a situação do FGTS, pois a arrecadação líquida (receitas totais menos os saques) vem caindo em função do aumento do desemprego e das fraudes. A expectativa é de que em setembro a arrecadação total chegue a Cr$2,2 trilhões, enquanto os saques ficarão em Cr$1,8 trilhão. A CEF também espera receber este mês Cr$350 bilhões dos tomadores de empréstimos do fundo. A queda na disponibilidade de recursos está obrigando a CEF a reduzir em até 80% o desembolso para operações já contratadas (O Globo).