O TCU constatou através de auditoria que o INSS pagou irregularmente aos bancos Cr$252 bilhões, através de medidas administrativas autorizadas pelo ex-presidente do órgão, José Arnaldo Rossi. Ele exerceu a função entre março de 1990 e janeiro de 1992, na gestão de Antônio Rogério Magri no então Ministério do Trabalho e Previdência Social. Rossi autorizou excepcionalmente que a rede bancária cobrasse do INSS, em novembro e dezembro de 1991, a diferença atualizada pela TRD entre o total de benefícios pagos e o recolhimento de contribuições previdenciárias de empresas e autônomos. "Quando os recursos arrecadados ficavam acima do total pago, os bancos aplicavam o excedente no mercado financeiro, obtendo lucros fabulosos", afirma o TCU. Rossi terá que devolver os Cr$252 bilhões aos cofres públicos. O ministro da Previdência Social, Reinhold Stephanes, disse que abrirá sindicância para apurar a irregularidade (FSP).