O governo brasileiro quer ampliar o comércio com o México, que até o final do ano deverá ultrapassar US$1 bilhão. O intercâmbio está crescendo mesmo sem o amparo de um acordo de complementação econômica, mas o Itamaraty quer negociar um acordo desse tipo com o México para aumentar em 50% as margens de preferência, o que significa, na prática, reduzir tarifas de importação. Essa é a novidade que consta da nova proposta que o embaixador Rubens Barbosa, subsecretário de Integração, Promoção Comercial e Cooperação Técnica do Itamaraty fez na semana passada ao governo mexicano. Outro item do acordo que o Brasil gostaria de assinar com o México para vigorar até a implementação do MERCOSUL, em janeiro de 1995, é um mecanismo de solução de controvérsias comerciais mais amplo do que o existente no acordo firmado entre o México e o Chile, disse Barbosa. O Brasil espera agora as respostas do México e do Chile, que também recebeu proposta semelhante do Itamaraty para um acordo de complementação econômica. Colômbia e Venezuela são outros parceiros que o Brasil está consultando para a negociação desse mesmo tipo de iniciativa. A proposta brasileira ao México também inclui um capítulo sobre proteção de investimentos e de propriedade intelectual (marcas e patentes). Apesar da crise política no Brasil, o cronograma do MERCOSUL vem sendo mantido rigorosamente. Amanhã se reunirão no Itamaraty os coordenadores dos onze subgrupos de trabalho que examinarão perspectivas para os próximos meses e discutirão a agenda da reunião do grupo mercado comum entre os dias 30 deste mês e 2 de outubro. Os outros compromissos da agenda também estão confirmados. No dia 6 de novembro reúnem-se em Brasília os ministros de Economia e presidentes dos bancos centrais do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai (GM).