Três meses após a Rio-92, os países ricos e em desenvolvimento voltam a se confrontar sobre assuntos ambientais na Assembléia Geral das Nações Unidas, iniciada no último dia 15, em Nova Iorque (EUA), e com previsão para terminar em fins de novembro. A questão ambiental é um dos principais temas da reunião, que deverá definir a criação da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, o organismo que supervisionará a implantação dos ambiciosos planos para recuperação do meio ambiente do planeta aprovados no Rio de Janeiro, a chamada Agenda 21. As discussões sobre assuntos ambientais só entram em pauta no começo de outubro, mas já começaram as articulações para escolha da cidade que sediará a comissão. A tendência maior é pela indicação de Nova Iorque, apesar da oferta do governo Suíço, que propôs arcar com os custos de implantação se a ONU optar por Genebra. Ao contrário do que se anunciou no Rio, o governo brasileiro não pretende apresentar a candidatura de Brasília ou de qualquer outra cidade. A criação da Comissão de Desenvolvimento Sustentável foi decidida durante a Rio-92, que também atribuiu à assembléia geral da ONU a tarefa de formar um comitê intergovenamental para preparação de uma convenção internacional para o combate à desertificação. Também por decisão da Rio-92, os países ricos anunciarão oficialmente nessa reunião seus compromissos financeiros iniciais para implementação da Agenda 21, vagamente mencionados no Rio (JB).