O presidente da Associação Brasileira dos Supermercados (ABRAS), Levy Nogueira, afirmou ontem que o governo federal está sem condições de pôr seus estoques reguladores no mercado a preços competitivos para conter a alta dos produtos agrícolas, acentuada nos últimos dois meses, em consequência do agravamento da crise política. Os custos financeiros do estoque e da armazenagem impediram que o governo oferecesse preços mais favoráveis aos varejistas. Levy apontou como uma das principais causas dos aumentos dos produtos básicos-- arroz, feijão, milho e carne-- o fato de que muitos produtores estão retendo o estoque por terem o financiamento e a garantia do preço mínimo do governo. Ao abrir a 26a. Mostra Nacional de Supermercados, ontem, no Rio de Janeiro, o presidente da ABRAS disse que o setor deverá fechar o ano com queda de 5% nas vendas. O movimento em agosto caiu 11%, e sua expectativa é de que a rentabilidade sobre o patrimônio líquido fique em 1%, o mesmo resultado de 1991 (O Globo).