Uma estratégica mudança nos estatutos da Fundação Banco do Brasil permitiu que o presidente da entidade, e do Banco do Brasil, Lafaiete Coutinho, tivesse ainda mais poderes para liberar verbas destinadas ao aliciamento de parlamentares, reduzindo controles em sua tramitação. A alteração foi realizada com a autorização do presidente Fernando Collor. Até o dia 24 de fevereiro deste ano, as doações da Fundação tinham de ser apreciadas por um "Conselho Técnico", previsto no artigo 19. Uma resolução retirou esse obstáculo para os pedidos inferiores a Cr$900 milhões, em valores de hoje. De acordo com documentos obtidos por este jornal, os pedidos de parlamentares são inferiores a esse limite, abrindo espaço para que o presidente do BB decida sem maiores interferências. Os pareceres registram num espaço específico a dispensa do "conselho técnico" (FSP).