O desfecho da crise política colocará a equipe econômica do governo diante de um impasse, causado pela deterioração das relações financeiras entre União, estados e municípios. A lei de rolagem da dívida dos estados e municípios, que resolveria o elevado endividamento de US$30 bilhões entre governos, perde a validade no final do ano. Uma tentativa de entendimento em torno da renegociação desse débito implicará nova legislação. Do total, US$10 bilhões constituem dívida mobiliária e US$20 bilhões formam a chamada dívida contratada, principalmente com a CEF, que detém 70% desses créditos a receber. A lei da rolagem foi sancionada em dezembro último. Em sete meses, não foi possível cumpri-la porque dependia de uma resolução do Senado, só aprovada em julho. Nesse período, o governo adiou os efeitos da lei por seis meses, prazo que termina em 24 de dezembro. A legislação tem prazo de vigência definido em seu texto porque o governo apostava que todos os estados e municípios fossem aderir à rolagem até 31 de julho. O único estado que avançou um pouco nas negociações foi Santa Catarina. Mas o governador Vilson Kleinubing interrompeu os entendimentos quando foi instalada a CPI do caso PC Farias (O ESP).