O conselho de administração do Projeto Flor do Amanhã vai anunciar nos próximos dias a demissão do carnavalesco Joãozinho Trinta, que deixará o cargo de diretor-presidente assim que voltar de sua viagem à Europa. Criado há dois anos para amparar meninos de rua no Rio de Janeiro, o projeto é custeado por 20 empresas que gastaram até agora cerca de US$400 mil (Cr$2,6 bilhões). Lá, 59 meninos e meninas, de nove a 17 anos, aprendem 16 atividades diferentes. Os integrantes do conselho estão insatisfeitos com a forma como Joãozinho vem dirigindo o Flor do Amanhã e o acusam de ter desvirtuado a proposta inicial: dar autonomia ao menor através da educação e formação profissional, tendo como atração uma escola de samba mirim. "Joãozinho tem uma prática assistencialista que impede que os meninos aprendam a se virar por conta própria", diz um dos membros do conselho, lembrando que partiu do carnavalesco a idéia de dar abrigo aos meninos no casarão da Rua Barão de Tefé, na Zona Portuária. Isto, segundo o conselheiro, acabou desvirtuando o trabalho, pois não havia educadores noturnos e a presença dos travestis da área influenciou negativamente os meninos (JB).