Uma relação de pelo menos 1.084 pedidos feitos por 227 deputados, 25 senadores e 16 governadores, armazenada em computador da CEF (Caixa Econômica Federal), é uma das principais armas com que o governo conta na caça aos votos contra o Impeachment" do presidente Collor. Trata-se de um esquema similar, através do qual a Fundação Banco do Brasil liberou bilhões de cruzeiros para parlamentares de diversos partidos. A lista dá ao presidente da CEF, Álvaro Mendonça, a visão imediata dos políticos que tiveram pleitos atendidos pela Caixa e por isso deveriam favores ao governo. Segundo denúncias da oposição, a lista, permanentemente atualizada, tem sido utilizada por Mendonça para mudar o voto de ex- governistas que apóiam o Impeachment". A grande maioria dos beneficiados é integrada por governistas ou políticos que apoiavam o governo há bem pouco tempo. Os campeões de pedidos são os seguintes: Osvaldo Bender (PDS-RS), 200; Cunha Bueno (PDS-PR), 95; Carlos Azambuja (PDS-RS), 82; Victor Faccioni (PDS-RS), 80; Maluly Neto (Bloco-SP), 61; Telmo Kirst (PDS- RS), 48; Marcelino Romano (PDS-SP), 46; Flávio Palmier (Bloco-RJ), 38; Euclydes Mello (Bloco-SP), 36; e Ivo Mainardi (PMDB-RS), 34 (O Globo).