O Brasil tem que descer do muro em relação ao NAFTA. É bom começar agora
50578 e não esperar. A frase, dita em São Paulo, é de Peter Field, diretor do Programa Iniciativa das Américas do Centro Norte-Sul da Universidade de Miami (EUA), calcado no programa do presidente Bush, Iniciativa para as Américas. Segundo ele, o NAFTA é o primeiro teste do projeto de criação de uma zona de livre comércio nas Américas. No entanto, Field acha correto o Brasil dar prioridade à formação do MERCOSUL. "Os dois não são excludentes". Para ele, a concretização do MERCOSUL levará os países que dele fazem parte a harmonizarem suas políticas, e caminharem em direção à estabilização. O segundo passo, conforme Field, é a associação com outros grupos, como o Pacto Andino; e, no terceiro, negociar um acordo de livre comércio com o NAFTA. Nesse processo, "cada país terá que arrumar sua casa e, assim, estará preparado para entrar na zona de livre comércio". Ele chama a atenção para o fato de o NAFTA ser o primeiro acordo não puramente comercial, por incluir serviços e questões de meio ambiente. Field afirmou que "ninguém sabe quais as implicações do NAFTA sobre o Brasil e o MERCOSUL". Mas lembrou que o acordo estabelece prazos para a eliminação das tarifas e barreiras, dando, em alguns casos, tempo para o Brasil atuar. Produtos têxteis, legumes, milho, feijão e frutas, terão todas as barreiras eliminadas em 10 anos; suco de laranja e açúcar, em 15 anos. No caso de automóveis, os EUA vão exigir um índice de nacionalização de 62,5% do produto mexicano (GM).