O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, disse ontem que sua missão estará cumprida com o desfecho da crise política, logo que a Câmara dos Deputados votar o pedido de Impeachment" do presidente Fernando Collor. A declaração é o primeiro sinal de Marcílio de que vai renunciar, desde a divulgação do manifesto dos ministros pela governabilidade. "Aguardo com serenidade e respeito a quem cabe decidir, o Congresso e o Supremo. Enquanto isso, cuido de manter a economia em marcha. Depois, terei cumprido a minha missão, que foi bastante árdua, e que termina com o desfecho da crise", afirmou Marcílio. O ministro da Economia também criticou a idéia de criação do imposto único, que nos últimos dias passou a interessar ao presidente Collor como alternativa à proposta de reforma fiscal preparada pela equipe econômica e já enviada ao Congresso. "Ele tem a virtude da simplicidade, mas não capta a complexidade da vida econômica moderna, que embute uma estrutura múltipla de transações". Para o ministro, o imposto único, por inibir a fluidez das transações, "se torna antieconômico" (O Globo) (JB).