O governo do Estado do Rio de Janeiro não vem repassando às chamadas obras sociais os 10,5% da arrecadação líquida das "raspadinhas" da LOTERJ (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). Dos Cr$160 bilhões arrecadados de janeiro de 1991 a agosto de 1992, com os 383 milhões de bilhetes das 18 modalidades do jogo criadas nesse período, apenas Cr$7,5 bilhões foram repassados para o Fundo de Investimento Social (FIS), segundo a própria LOTERJ. O deputado estadual Antônio Francisco Neto (PL), que havia pedido à LOTERJ informações sobre a destinação do dinheiro, pretende cobrar do governo do estado esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos e, caso o Executivo não responda, apresentará projeto acabando com as "raspadinhas" (O Globo).